FOLHA DA ASSOCIAÇÃO FREI TITO DE ALENCAR

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Casa de Frei Tito é Tombada

Prefeita Luizianne Lins assinou ontem documento determinando o tombamento da casa na qual viveu Frei Tito de Alencar, no Centro. O ato foi realizado em despacho regular no gabinete da administração municipal.

De acordo com a Coordenadoria de Patrimônio Histórico da Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor), quatro processos já tramitavam no órgão solicitando que a edificação fosse preservada em função do seu valor histórico.

Conforme Clélia Monasterio, coordenadora de Patrimônio Histórico-Cultural da Secultfor, a Lei 9897/2008 que dispõe sobre a proteção ao Patrimônio Histórico-Cultural e Natural de Fortaleza, protege o bem a partir da abertura do processo administrativo de tombamento.

do Jornal O Povo, por Rosa Sá.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Fogueira da Paixão é campeã do II Festival Itinerante de Quadrilhas Juninas

A Quadrilha Junina Fogueira da Paixão (Cascavel) é a grande campeã do II Festival Itinerante de Quadrilhas Juninas e irá representar o Litoral Leste na grande final do XIII Festejo Ceará Junino em Fortaleza, no Centro Dragão do Mar.

A quadrilha, além de levar o 1º lugar, ainda fez jus aos prêmios de Melhor Noivo, Melhor Noiva, Melhor Rainha, Melhor Marcador e Melhor Repertório Musical, sendo que neste quesito a quadrilha empatou com a Quadrilha Junina Canoa Veloz, de Icapuí, mas acabou ficando com o prêmio no desempate.

As quadrilhas Canoa Veloz (Icapuí) empatou com a quadrilha Explosão Junina (Pindoretama) no prêmio de Melhor Casamento, no desempate, as quadrilhas continuaram empatadas, no que a mesa julgadora decidiu dar a premiação para a quadrilha, entre as duas, melhor colocada no resultado final do evento. Canoa Veloz ficou com o 2º lugar do evento e acabou ficando com o prêmio de melhor casamento.

O terceiro lugar do evento ficou com a quadrilha Arraiá Mulambo do distrito de Caponga, Cascavel.

participaram do evento os grupos juninos: (em ordem de apresentação)

1ª Noite - Pindoretama

Flor do Cajueiro - Pindoretama
Explosão Junina - Pindoretama
Arraiá Mulambo - Cascavel (Caponga)

2º Noite - Cascavel

Olhinhos de Fogueira - Cascavel (Guanacés)
Fogueira da Paixão - Cascavel (sede)
O Cravo e a Rosa - Aracati
Canoa Veloz - Icapuí

em breve fotos e o resultado final detalhado.

2º Noite do Festival Itinerante é sucesso em Cascavel

O 2º Festival Itinerante de Quadrilhas Juninas, etapa regional do XIII Festejo Ceará Junino no Litoral Leste, teve a sua segunda noite realizada no Ginásio Poliesportivo do Centro Educacional Municipal ontem, dia 03 de Julho de 2011.

Apresentaram-se na 2º noite as Quadrilhas Olhinhos de Fogueira (Guanacés), Fogueira da Paixão (Cascavel), O Cravo e a Rosa (Aracati) e Canoa Veloz (Icapuí).

O evento teve presença maciça do público, que lotou as arquibancadas.

É importante frisar os apoios deste evento:

Secretaria Estadual da Cultura;
Prefeitura Municipal de Cascavel;
Prefeitura Municipal de Pindoretama;
Adin Festas;
TV da Gente;

Agradecimentos:

Ronda do Quarteirão
Polícia Militar
Prefeita Regina Albino
Todos os membros da Associação Frei Tito de Alencar

Em breve estaremos postando fotos da segunda noite do evento.

domingo, 3 de julho de 2011

Foi um show a primeira noite do II Festival Itinerante de Quadrilhas Juninas – Pindoretama/ Cascavel.

                    O Festival é a etapa regional do Litoral Leste do XIII Festejo Ceará Junino e este ano está sendo sediado em duas cidades: Pindoretama e Cascavel.
              A primeira noite do Festival (02/ 07) aconteceu nas dependências do Ginásio Poliesportivo Governador Waldemar Alcântara, na sede de Pindoretama. Numa realização da Associação Frei Tito de Alencar em parceria com o Instituto Beija Flor de Cascavel, e a segunda noite (03/ 07) será no Ginásio do Centro Educacional Municipal – CEM.
            A abertura oficial do evento ficou por conta do Grupo de Flautas Frei Tito de Alencar, formado por crianças da Associação Frei Tito de Alencar, tendo a frente o maestro Renato Alinson. O Festival também teve barracas com comidas típicas.
            A prefeita Regina Albino foi representada no evento pelo vereador Jorge Luiz Nogueira – que, por sua vez, representou a Câmara Municipal de Vereadores; a secretária municipal de educação, cultura e desporto, Teresa Cristina, foi representada pela professora Aglaise Lopes. Presentes também no evento o coordenador do departamento de esportes, Júnior Bil e sua esposa Luciana Guedes – diretora da Escola Pedro Ricardo da Silva (no distrito de Sítio Correia).
            Os presentes puderam apreciar as belíssimas apresentações das quadrilhas Flor do Cajueiro, Explosão Junina e Arraiá Mulambo.
            A Associação Frei Tito de Alencar quer mais uma vez agradecer a parceria com o Instituto Beija Flor – na pessoa de Rafael David; agradecer o apoio incondicional do Governo Municipal de Pindoretama – Administração “um novo tempo” – na pessoa da prefeita Regina Albino; agradecer a dedicação da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto – na pessoa da secretária Teresa Cristina Rebouças, aproveitar e agradecer também, de modo especial, a todo público presente . Afinal de contas foi a presença de cada um a razão maior do nosso sucesso.  

Mãos que trabalham...

Mãos que trabalham...

Mãos que trabalham...
Mãos que trabalham...

Barraca do Cumpade Frei Tito

Barraca do Cumpade Frei Tito

Barraca da Comunidade Católica Mãe Admirável

Barraca do Edilson Pinheiro

Pipoqueira da D. Lucimar

Pisadinha do Forró

Comissão Julgadora

Representantes da SECULT - CE

Abertura oficial - Grupo de Flautas Frei Tito de Alencar

Representantes do Governo Municipal, SECULT - CE e Associação Frei Tito de Alencar

Quadrilha Flor do Cajueiro

Quadrilha Flor do Cajueiro


Quadrilha Flor do Cajueiro

Quadrilha Flor do Cajueiro

Quadrilha Explosão Junina

Quadrilha Explosão Junina

Quadrilha Explosão Junina

Quadrilha Arraiá Mulambo

Quadrilha Arraiá Mulambo

Quadrilha Arraiá Mulambo

Público presente

Seguranças













quarta-feira, 15 de junho de 2011

Frei Tito de Alencar no XIII Ceará Junino



A Associação Frei Tito de Alencar é, verdadeiramente, uma das responsáveis pelo desenvolvimento cultural de Pindoretama e demonstrará isto no dia 02 de julho quando, em conjunto com o Instituto Beija Flor, realizará o II Festival Itinerante de Quadrilha Junina em nosso município.

O 2º Festival Itinerante de Quadrilha Junina este ano de 2011 acontece em duas cidades: Cascavel e Pindoretama. O festival é a etapa regional do XIII Festejo Ceará Junino da Secretaria de Cultura do Governo do Estado e reúne os grupos de quadrilhas juninas do Litoral Leste. A campeã irá representar a região na grande final no dia 08 de julho no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. As inscrições estão abertas (85) 8724.1266

Visite o blog do festival e tire suas dúvidas: www.itinerantejunino.blogspot.com

Além das quadrilhas juninas ainda haverá a apresentação do Grupo de Flautas Frei Tito de Alencar e a escolha da Garota Junina 2011.

domingo, 5 de junho de 2011

Uma pedra para Tito


ESPECIAIS/ SANTIFICADOS III

04. 06. 201117:00

FREI TITO DE ALENCAR ESCOLHEU A MORTE PARA NÃO PERDER A VIDA. ENCARNOU O CRISTO TORTURADO E O CRISTO DA JUSTIÇA SOCIAL


Entre as anotações que frei Tito de Alencar Lima (1945-1974) fez ou sublinhou da vida, a profecia bíblica de Lucas 19, 29-40, “Se calarem a voz dos profetas, as pedras falarão”, é a que, mais agudamente, recorda o martírio sofrido nos porões da ditadura militar brasileira (1964-1985). A assertiva foi a lápide do frade dominicano, primeiro, na França (onde morreu exilado). É a afirmação que abriga seu espírito e, principalmente, que não lhe deixa morrer de todo.


Calaram frei Tito - leitor de Cristo, de Sartre, de Tolstoi, do redor e do País - com um suicídio, no dia 10 de agosto de 1974. Mas Nildes de Alencar, a irmã que cuidou do caçula (e, de certa forma, ainda cuida), transformou-se naquela pedra da profecia. Uma vez mais “e sempre”, a educadora expõe documentos, narrativas, fotografias, memórias e coração no reviver sem fim dos tempos de chumbo.


A vida seguia pela rua Rodrigues Júnior, 364, casa de dona Laura e seu Ildefonso de Alencar Lima. Era uma “vida de muita politização”, aponta Nildes, na qual o gerente de uma agência de ônibus contava, para uma dezena de meninos e meninas, histórias sobre direitos humanos e justiça social. Dona Laura, por sua vez, ocupava-se dos ensinamentos religiosos - utopias possíveis, como o amor ao próximo. “Foi nesse contexto que Tito se desenvolveu”, sublinha Nildes. E a Juventude Estudantil Católica (JEC), grupo no qual o inquieto Tito ingressou quando estudava no Liceu do Ceará, foi sua partida para o mundo.


Na JEC e, adiante, na Ação Católica, sublinha Nildes, “o cristianismo engajado na realidade, o engajamento social” determinou o norte. “O compromisso era uma presença do Cristo onde estivesse... Os outros deveriam olhar para o militante como um outro Cristo”, complementa. E Tito, assim como São Paulo (”Não sou eu quem vivo mais, é o Cristo quem vive em mim”), despojou-se de si. “Ele entendia que a presença do cristão era a transformação do mundo. Era este reino de Deus que tanto sonhamos, a justiça, a verdade”, associa Nildes de Alencar.


Até que a ditadura atravessou todo entendimento. Na época do golpe militar, reconstitui a biógrafa Socorro Acioli no livro Frei Tito (Edições Demócrito Rocha, 2001), o frade dominicano cursava Filosofia na Universidade de São Paulo e estava envolvido no movimento estudantil. Dali para a prisão e a tortura no antro do delegado Sérgio Paranhos Fleury, em 1969, bastou o frei participar do 30º Congresso Nacional da UNE, realizado às escondidas, em 9 de outubro de 1968. “Por um mês, frei Tito foi interrogado quase que diariamente pela fúria do delegado Fleury. Desde então, a voz do seu torturador não lhe saiu mais da mente”, destaca Socorro Acioli.


Em 1973, já exilado em Paris, frei Tito acredita ser perseguido não só pelo delegado, mas também por dois jornalistas ingleses - que Nildes prefere nomear agentes da CIA e carrascos de uma sentença ainda dada sob a lei do porão: “Eles disseram que, se ele escapasse, saberiam fazer a coisa sem deixar marca”.


Para Nildes, “o suicídio foi a mandado de todo esse contexto, de toda alucinação. Ele foi conduzido a tirar sua vida”. A negação da morte do irmão (que Nildes viu crescer extrovertido e amado) pelas próprias mãos e - mais - a crença que frei Tito “é um santo mártir, quer queria, ou não, a ditadura fez um mártir”, é o recomeço de uma outra história, que Nildes acende para o mundo. “Tito está entre os mártires da América Latina”, canoniza.



Em março de 1983, ”praticamente intacto”, descreve a biógrafa Socorro Acioli, o corpo de frei Tito foi trasladado para o Ceará. Está sepultado no cemitério São João Batista

Tito de Alencar Lima gostava de futebol, música e peraltices em geral. Ingressou na Ordem dos Frades Pregadores de São Domingos, nos anos 60, a convite de frei Betto

Entre os escritos, Tito relata as torturas no covil do delegado Fleury:“A cada descarga (elétrica), eu estremecia todo, como se meu organismo fosse se decompor”

A vida e o martírio do frade dominicano ganharam leituras em livros e filmes, como
de Batismo de Sangue (2006), baseado no livro homônimo de Frei Betto

Um emprego obtido, uma angústia sanada, cita Nildes de Alencar (em foto acima), são graças já atribuídas a frei Tito. No túmulo do frade, as pessoas costumam deixar, além de flores, pedras

Frei Tito empresta o nome e dita a missão a instituições de direitos humanos e agências de notícias. O Museu do Ceará (rua São Paulo, 51 -Centro) também lhe dedica um memorial. Acima, pertences expostos no local
Ana Mary C. Cavalcante
anamary@opovo.com.br